Educação Moral e Cívica · 5.ª–12.ª classe

Como cuidar do património público?

  • 7 min de leitura
  • 3 exemplos resolvidos
  • 5 exercícios com solução
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Resposta curta

Passos: 1) reconheça que o património público pertence a todos; 2) use-o com cuidado e segundo as regras; 3) não o danifique nem o desperdice; 4) alerte quem de direito quando o vir estragado; 5) incentive os outros e, se possível, ajude a reparar. Cuidar do património público é dever de cidadania e protege o que paga a escola, a saúde e os transportes de todos.

Quando se aplica

Património público são os bens de uso coletivo ou pertencentes ao Estado e à comunidade: escolas, hospitais, estradas, passeios, candeeiros, jardins, praças, mercados, monumentos, transportes públicos, água e eletricidade da rede pública, bibliotecas e museus. Inclui o património cultural e natural, como monumentos e áreas de conservação.

Aplica-se sempre que usa ou vê um destes bens: na carteira da sala, na casa de banho da escola, no banco do jardim, na paragem de autocarro ou no marco de um monumento.

Pré-requisitos

  • Compreender que o bem não é de ninguém em particular, mas de todos.
  • Conhecer as regras de utilização (horários, lotações, avisos).
  • Saber a quem comunicar um dano (professor, diretor, administração, serviço competente).

Método passo a passo

  1. Reconhecer o valor. Cada bem custa dinheiro e esforço; é pago por todos, direta ou indiretamente, e destina-se a todos, incluindo quem vem depois.
  2. Usar corretamente. Siga as instruções: não suba para mesas, não escreva nas paredes, não deite lixo fora dos recipientes.
  3. Evitar danos e desperdício. Feche torneiras, apague luzes, não arranque plantas nem estrague equipamentos.
  4. Comunicar problemas. Se encontrar uma fuga de água, uma carteira partida ou um candeeiro fundido, informe a pessoa responsável.
  5. Mobilizar e reparar. Convença colegas e vizinhos e participe em ações de limpeza e conservação organizadas.

Exemplos resolvidos

Exemplo 1 — Na sala de aula

Enunciado: A sua carteira tem um parafuso solto e está a abanar. O que fazer?

Resolução:

  1. Reconhecer o valor: a carteira é da escola, para todos os alunos.
  2. Usar corretamente: evitar balançar-se nela e agravar o problema.
  3. Evitar danos: não tentar repará-la de forma improvisada que a possa estragar.
  4. Comunicar: avisar o professor ou o diretor de turma.
  5. Mobilizar: se a escola permitir, ajudar na reparação.

Resposta: não a maltratar e informar o professor para que seja reparada. Verificação: o problema não se agrava e o responsável fica a saber.

Exemplo 2 — Uma torneira de uso público

Enunciado: Num mercado, uma torneira do fontanário comum perde água sem parar. O que faz um cidadão responsável?

Resolução:

  1. Reconhecer o valor: a água é escassa e o fontanário serve muita gente.
  2. Usar corretamente: fechar a torneira bem, se for possível.
  3. Evitar desperdício: se não fechar, não ignorar.
  4. Comunicar: informar a administração do mercado ou o serviço de águas, indicando o local exato.
  5. Mobilizar: pedir a outras pessoas que também avisem e que não danifiquem o equipamento.

Resposta: fechar a torneira, se possível, e comunicar o problema ao serviço responsável. Verificação: o desperdício é travado e a reparação é pedida por quem tem competência.

Exemplo 3 — Nível de exame: campanha contra os grafitis ofensivos

Enunciado: Um muro de uma escola pública foi riscado com frases ofensivas. Proponha um plano de ação cívico.

Resolução:

  1. Reconhecer o valor: o muro faz parte da escola; riscá-lo degrada a imagem e a segurança do espaço e magoa pessoas.
  2. Regras: riscar ou pintar paredes públicas sem autorização não é permitido.
  3. Evitar mais danos: dialogar com os alunos, explicando o prejuízo.
  4. Comunicar: informar a direção, que decide como e quando reparar.
  5. Mobilizar: propor, com autorização, um mural de alunos sobre um tema positivo (ambiente, paz), feito em dia combinado.

Resposta: explicar o dano, avisar a direção e, com autorização, transformar o muro num mural coletivo. Verificação: o plano combina prevenção, comunicação e participação.

Erros frequentes

  • «Isto é do Estado, não é meu». O património público é de todos, inclusive seu.
  • Estragar por brincadeira ou vingança. Os danos prejudicam toda a comunidade e podem ter consequências legais.
  • Calar-se quando outros estragam. Cuidar também é alertar, com educação e segurança.
  • Resolver sozinho danos que exigem técnicos. Mexer em eletricidade ou canalizações pode ser perigoso; avise quem tem competência.
  • Esquecer o desperdício. Deixar luzes acesas ou água a correr também é descuido do património.
  • Pensar que alguém limpa depois. Quem suja contribui para o custo que todos pagamos.

Exercícios propostos

Tente resolver primeiro no caderno; depois confira.

1Exercício 1

Indique três exemplos de património público.

Ver solução

Por exemplo: escolas, hospitais, estradas e passeios, jardins e praças, monumentos, transportes públicos. Três quaisquer.

2Exercício 2

Diga duas atitudes que ajudam a conservar o património da escola.

Ver solução

Não riscar nem partir carteiras e paredes, depositar o lixo nos recipientes, fechar torneiras e apagar luzes, avisar o professor de qualquer avaria. Duas quaisquer.

3Exercício 3

Viu um candeeiro de rua caído depois de uma tempestade. Que faz?

Ver dica

Pense em segurança antes de tudo.

Ver solução

Mantém-se afastado, porque pode haver fios elétricos perigosos, avisa os vizinhos para não se aproximarem e comunica o caso ao serviço competente ou à administração local, indicando o local. Não tenta levantá-lo sozinho.

4Exercício 4

Um colega justifica: «Pagamos impostos, por isso podemos estragar o que quisermos». Refute.

Ver solução

Os impostos financiam os bens públicos, mas isso não dá o direito de os estragar: reparar custa mais dinheiro dos mesmos impostos e deixa outros sem o serviço. Estragar um bem é prejudicar a comunidade, incluindo o próprio autor.

5Exercício 5

Elabore um plano de quatro ações para cuidar do jardim da escola durante um período letivo.

Ver solução

Uma proposta: 1. formar grupos rotativos responsáveis pela limpeza e rega; 2. colocar cartazes com regras e contentores; 3. pedir à direção ferramentas e plantas; 4. avaliar no fim de cada mês o estado do jardim e corrigir o que falhou. Deve apresentar responsáveis, recursos e avaliação.

Perguntas frequentes

Quando se usa este método?

Sempre que se usa ou se observa um bem comum: na escola, no bairro, no hospital, no mercado ou na estrada. Os passos servem para a atitude correta.

Existe um método mais rápido?

Em dois passos: não estrague e avise. Se fizer apenas isso, já cumpre a parte essencial do dever.

Que erros são mais comuns?

Achar que o bem é «de ninguém», estragar por diversão, calar-se perante danos e tentar reparar sozinho o que exige técnicos.

Quem é responsável por reparar o património?

O Estado e as entidades gestoras têm o dever de manter os bens, mas os cidadãos têm o dever de os conservar e de alertar quando há danos. As duas responsabilidades completam-se.

Resumo

  • Património público é o conjunto de bens de uso coletivo ou do Estado.
  • Cuidar dele é dever cívico e protege o investimento de todos.
  • Método: reconhecer o valor, usar bem, evitar danos, comunicar, mobilizar.
  • Estragar não é «de graça»: o custo repete-se para toda a comunidade.
  • Avise sempre quem tem competência quando houver perigo ou avaria.

Onde aprofundar

  • Manual de Educação Moral e Cívica da sua classe e programa oficial (INIDE / Ministério da Educação de Angola) — confirme a edição em vigor.
  • Constituição da República de Angola (2010), nas partes sobre deveres fundamentais e ambiente, e Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948).

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