Geografia · 5.ª–9.ª classe

O que é um sismo (terramoto)?

  • 8 min de leitura
  • 3 exemplos resolvidos
  • 5 exercícios com solução
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Resposta curta

Um sismo (ou terramoto) é uma vibração súbita da crosta terrestre, causada pela libertação de energia acumulada nas rochas, geralmente ao longo de falhas e nos limites das placas tectónicas. O ponto onde começa é o foco (ou hipocentro) e o ponto da superfície na vertical dele é o epicentro.

Definição e características

«Sismo» e «terramoto» são palavras para o mesmo fenómeno; em geral, «sismo» é o termo mais científico e «terramoto» é mais usado para sismos que causam grandes destruições. A crosta da Terra está dividida em grandes blocos, as placas tectónicas, que se movem muito devagar. Nas zonas onde se tocam, as rochas ficam sob tensão. Quando a tensão ultrapassa a resistência das rochas, estas rompem e libertam energia em forma de ondas sísmicas.

Foco, epicentro e ondas

  • Foco (hipocentro): local, no interior da Terra, onde a rotura começa.
  • Epicentro: ponto da superfície na vertical do foco; costuma ser onde os efeitos são maiores.
  • Ondas P (primárias): as mais rápidas, chegam primeiro.
  • Ondas S (secundárias): mais lentas, chegam depois das P e causam, em geral, mais danos.
  • Ondas superficiais: propagam-se à superfície.

O aparelho que regista estas ondas é o sismógrafo, e o registo chama-se sismograma.

Magnitude e intensidade

ConceitoO que mede
Magnitudea energia libertada no foco; um valor para cada sismo (por exemplo, escala de Richter ou de magnitude de momento)
Intensidadeos efeitos num determinado local; varia com a distância (por exemplo, escala de Mercalli)

Cada aumento de 1 na magnitude corresponde a ondas com cerca de 10 vezes mais amplitude e a cerca de 32 vezes mais energia libertada.

Onde ocorrem

A maior parte dos sismos acontece nos limites das placas, como no Círculo de Fogo do Pacífico. Há também sismos no interior das placas, mas menos frequentes. Em Angola, a atividade sísmica é considerada geralmente baixa, embora possam ocorrer sismos de pequena magnitude; confirme dados atuais em fontes oficiais.

Consequências

Além dos danos nas construções, os sismos podem provocar deslizamentos de terras, incêndios e, quando o foco está no fundo do mar, tsunamis (ondas gigantes). Em 1 de novembro de 1755, um grande sismo atingiu Lisboa e foi seguido de tsunami e de incêndios; é um dos acontecimentos mais conhecidos deste tipo na história de Portugal.

Exemplos do quotidiano

Exemplo 1 — Foco ou epicentro?

Enunciado: Um sismo tem origem a 20 km de profundidade. O ponto da superfície na vertical desse local sofre os maiores danos. Como se chamam os dois pontos?

Resolução:

  1. O local a 20 km de profundidade, onde começa a rotura, é o foco.
  2. O ponto da superfície na sua vertical é o epicentro.

Resposta: foco (a 20 km) e epicentro (à superfície). Verificação: o foco está sempre no interior; o epicentro, à superfície.

Exemplo 2 — Quanto mais energia?

Enunciado: Um sismo de magnitude 7 liberta quantas vezes mais energia do que um de magnitude 5, aproximadamente?

Resolução:

  1. A diferença é de 2 unidades de magnitude.
  2. Cada unidade corresponde a cerca de 32 vezes mais energia.
  3. Para duas unidades: 32 × 32 = 1 024, cerca de 1 000 vezes.

Resposta: cerca de 1 000 vezes mais energia. Verificação: a amplitude das ondas é 10 × 10 = 100 vezes maior, mas a energia cresce mais depressa.

Exemplo 3 — Nível de exame: distância ao epicentro

Enunciado: Num modelo simplificado, as ondas P viajam a 8 km/s e as S a 4 km/s (valores ilustrativos, não reais para todos os casos). Uma estação regista a chegada das S 40 s depois das P. A que distância está o epicentro?

Resolução:

  1. Seja d a distância em km. Tempo das P: d ÷ 8. Tempo das S: d ÷ 4.
  2. Diferença: d ÷ 4 − d ÷ 8 = d ÷ 8.
  3. Então d ÷ 8 = 40 e d = 40 × 8 = 320 km.

Resposta: cerca de 320 km. Verificação: P: 320 ÷ 8 = 40 s; S: 320 ÷ 4 = 80 s; 80 − 40 = 40 s.

Importância e aplicações

  • Prevenção: conhecer as zonas de risco permite construir edifícios resistentes e planear a evacuação.
  • Estudo do interior da Terra: as ondas sísmicas mostram como é o interior do planeta, incluindo as camadas.
  • Proteção civil: é preciso saber o que fazer antes, durante e depois de um sismo.

O que fazer durante um sismo

Em geral, as recomendações das autoridades de proteção civil são: abrigar-se debaixo de uma mesa resistente ou junto a uma parede interior, proteger a cabeça, afastar-se de janelas e objetos que possam cair e, depois do abalo, sair com calma por zonas livres. Siga sempre as instruções oficiais do seu país.

Erros e confusões frequentes

  • Confundir sismo com vulcão. O sismo é a vibração; o vulcão é a abertura por onde sai material.
  • Confundir magnitude com intensidade. A magnitude é uma por sismo; a intensidade varia de local para local.
  • Achar que o epicentro é onde o sismo começa. Começa no foco, no interior.
  • Pensar que os sismos se podem prever com exatidão. Podem identificar-se zonas de risco, mas não se prevê o momento exato.
  • Pensar que só há sismos no Pacífico. Há sismos em vários locais do mundo.

Exercícios propostos

Tente resolver primeiro no caderno; depois confira.

1Exercício 1

Defina sismo.

Ver solução

Sismo (terramoto) é uma vibração súbita da crosta terrestre, causada pela libertação de energia acumulada nas rochas, em geral junto de falhas e dos limites das placas tectónicas.

2Exercício 2

Escolha múltipla: o ponto da superfície na vertical do foco é (a) o hipocentro; (b) o epicentro; (c) o sismógrafo; (d) a falha.

Ver solução

(b) o epicentro.

3Exercício 3

Que instrumento regista as ondas sísmicas e como se chama o registo?

Ver solução

O sismógrafo; o registo é o sismograma.

4Exercício 4

Um sismo de magnitude 6 compara-se com um de magnitude 5. Quantas vezes é maior a amplitude das ondas e quantas vezes a energia, aproximadamente?

Ver dica

Aumento de 1 na magnitude: 10 vezes na amplitude e cerca de 32 na energia.

Ver solução

A amplitude é cerca de 10 vezes maior e a energia cerca de 32 vezes maior.

5Exercício 5

No modelo do exemplo 3 (P a 8 km/s e S a 4 km/s), uma estação regista as S 25 s depois das P. Calcule a distância ao epicentro.

Ver solução

d ÷ 4 − d ÷ 8 = d ÷ 8 = 25, logo d = 25 × 8 = 200 km. Verificação: P: 200 ÷ 8 = 25 s; S: 200 ÷ 4 = 50 s; diferença 25 s.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre sismo e terramoto?

São sinónimos. Sismo é o termo técnico usado em ciência; terramoto é o termo comum, mais associado a abalos destruidores. Pode usar qualquer um, mas siga o termo do seu manual.

Onde se aplica o estudo dos sismos na prática?

Na engenharia de construção, no planeamento urbano, na proteção civil e no estudo do interior da Terra, através das ondas sísmicas.

Que erros os estudantes cometem sobre sismos?

Confundem foco com epicentro, magnitude com intensidade e sismo com vulcão. Veja a secção de confusões frequentes.

Há sismos em Angola?

A sismicidade em Angola é geralmente considerada baixa, mas podem ocorrer sismos de pequena magnitude. Para dados atuais, consulte fontes oficiais; confirme no manual.

Resumo

  • Sismo (terramoto): vibração súbita da crosta, por libertação de energia nas rochas.
  • Foco (interior) e epicentro (superfície, na vertical do foco).
  • Ondas P (primeiras) e S (depois), registadas pelo sismógrafo.
  • Magnitude mede a energia; intensidade mede os efeitos num local.
  • Mais 1 de magnitude = cerca de 10 vezes a amplitude e 32 vezes a energia.
  • Em caso de sismo, proteja-se e siga as instruções oficiais.

Onde aprofundar

  • O manual de Geografia da sua classe e o programa oficial (INIDE / Ministério da Educação de Angola) — confirme a edição em vigor.
  • Um atlas escolar com o mapa das placas tectónicas e das zonas sísmicas.
  • Os materiais educativos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) sobre sismos.

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